Por Elini Oliveira

 

Foram mais de duas horas de poesia em forma de espetáculo, sob uma plateia inquieta e curiosa do que aconteceria a seguir. Foram mais de duas horas de divertimento, divididos entre o espetáculo Malabareando e a tão esperada Noite de Gala. Com direito a grandes releituras de músicas de  Lenine, Martinho da Vila e outros, feitas pela banda improvisada do circo.

INVESTCO - 2016038 - Img 096 - 28-05-16 - Festival de Circo - Taquaruçu - Foto - Márcio Di Pietro

Foto Márcio Di Pietro
Caracol, que durante todo o 3° Festival de Circo de Taquaruçu cuidou da construção e montagem das estruturas, divertiu o público com suas codas. Pilistra deixou todos com um certo “frio na barriga” ao apresentar o malabares com facas. E como não lembrar a beleza dos movimentos das bolas de contatos do malabarista Gabriel Santos (GO) e a destreza de do Palhaço Pirulito em suas pernas de pau? Nas mãos do uruguaio Maouro Cosenza, as claves, instrumentos clássicos dos malabaristas, virou adorno para uma quase-balé-contemporâneo, feito com zelo e perfeição. Sim, foram mais de duas horas de passeio-delícia pelo talento de artistas que vieram de outros estados e até de outros países.

Tati Leal (386)

Foto:Tati Leal

Esta também foi a grande noite de apresentar ao público de Taquaruçu jovens artistas, frutos do trabalho do Circo Social Os Kacos. O pequeno Jairo Cruz da Silva era gigante no sorriso ao se equilibrar nas pernas de pau. Já  Artur Carreiro Moura foi de uma leveza memorável no tecido. Durante as apresentações, entre a plateia, do lado do grande palco e atrás da cortina entre o picadeiro e o camarim improvisado, era possível sentir o cuidado com os garotos em cena, era coisa de “mãe”. Os olhos brilhavam a cada acerto e sofria com cada erro. A famosa magia se instaurava no templo chamado circo!

Antonio Filho (49)

Foto: Antônio Filho

A noite também foi para soltar a criança que há em nós, juntos com as tantas crianças que por ali estavam. Foram mais de duas horas que pareceram minutos, diante do cuidado e da arte apresentada. A noite foi para constatar que o circo   é uma obra-prima que parece inacabada, não porque haja falta, mas porque a cada apresentação é possível perceber  que cabe mais. Foi uma noite inesquecível para o garoto de nove anos que ao meu lado estava, era o seu primeiro contato com um circo. Que entre uma apresentação e outra, em êxtase, ele dizia, “fico aqui pensando nas pessoas que estão perdendo isso”. E eu, dentro do meu realismo fantástico, pensei o quanto queria estar ali e em mais lugar nenhum.

O Festival de Circo de Taquaruçu tem o patrocínio da Energisa, Investco e o apoio do Sesc Tocantins, Prefeitura de Palmas, Sebrae Tocantins, Senac Tocantins e Ponto de Cultura Canto das Artes.

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